Eu tenho tanta vontade de ti que a voz atropela a mão e acontece que eu só me atrapalho, dói ficar do teu lado, eu fico suado, calado e miado, pequeninho assim de tanto te amar, mas eu não existo, nem tu, somente esse amor doente que existe naqueles que conhecem a reciprocidade.
Consumindo éter
Os pêlos se entortando pra indicar a chuva que vem humilhar qualquer maquiagem, a burguesia vai se protegendo e eu, pobre magricelo, desistindo de correr.
Caio Amorim(um cancro)
Kill
http://www.whatis-theplan.org/
“A Anonymous é tudo em sua volta. O povo, eu, você. Sua família, seus amigos. Os educadores, os bombeiros, os policiais, até mesmo alguns dos governantes. Todos aqueles que não fazem parte da falcatrua, tudo isso, é a Anonymous.”
(via peacecodelic)
Todas as missangas perderam a cor
Eu ouvi, pela primeira vez, o silêncio que se estabeleceu naquele sotão escuro, simplesmente não havia o que se discutir e toda a casa permaneceu calada, estática, esperando uma reação desagradável, um terremoto.
Os móveis tremiam, as paredes se sacudiam e as missangas da porta que levava a cozinha se chocavam umas às outras despedaçando toda a tinta que lhes revestia, mas nenhuma placa tectônica se moveu aquele dia, o chão estava tão calmo quanto um relacionamento que acaba sem amor ou ódio, a casa simplesmente teve medo, um medo irracional de enfrentar a vida silenciosa que se adiantou.
Deserto.
A luta por um ideal gera ilusões de melhoria, imposição violenta e imcompreensível, pois a capacidade de empatia humana se extende apenas a emoções francas que, claramente, estavam querendo se expor. Quando se necessita um entendimento mútuo para a eclosão de um bem universal, esbarramos todos na definição lógica de que ambos, bem e mal, são individuais e não expansíveis, então, já que toda e qualquer luta se torna irracional ou infrutífera, eu recomendo o suicídio. .
Me calo diante do sofrimento alheio, da miséria social,
do desapego e da infinita capacidade humana em infringir danos à felicidade,
por que desses dons hei de compartilhar todos os dias de minha vida,
mas sou incapaz de adotar a presunção que é deixar maquiado o belo acaso universal e negar a verdade inconveniente para adimitir uma mentira confortável,
por que sou humano,
sou triste,
mas existo.

